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Balanço da semana

Bolsa perde 18% na semana e quase 10% em outubro; dólar tem a maior alta semanal desde 2008. O que vem pela frente com Finados, eleição nos EUA e Copom

O Ibovespa fechou a sexta aos 167.921 pontos e o dólar a R$ 5,45, maior valor de 2026. Veja o balanço da semana pós-eleição, o desemprego recorde de baixa e o calendário da próxima semana.

Bolsa perde 18% na semana e quase 10% em outubro; dólar tem a maior alta semanal desde 2008. O que vem pela frente com Finados, eleição nos EUA e Copom
Foto: Unsplash
  • O Ibovespa caiu 18,12% na semana pós-eleição, a pior desde março de 2020, e perto de 10% em outubro; o dólar subiu 9,15% na semana, a maior alta desde 2008, e fechou a R$ 5,45.
  • O desemprego caiu para 5,2% no trimestre até setembro, o menor para o período desde 2012.
  • Na segunda (2), Finados, a Bolsa não abre; na terça (3) há eleição nos EUA e na quarta (4) o Copom decide a Selic, com o mercado apostando em pausa.

Foi a pior semana da Bolsa brasileira em mais de seis anos. Desde a reeleição do presidente Lula, no domingo (25), o Ibovespa caiu em todos os cinco pregões e o dólar subiu com força. Na sexta-feira (30), último dia de outubro, os dois fecharam assim:

Indicador Sexta (30) Na semana Em outubro
Ibovespa 167.921 pontos (−0,75%) −18,12% cerca de −10%
Dólar comercial R$ 5,446 (+1,09%) +9,15% +5,27%

O dólar fechou no maior valor de 2026, e a alta semanal foi a maior desde outubro de 2008, no auge da crise financeira global. A queda do Ibovespa na semana foi a pior desde março de 2020, no início da pandemia.

Por que a semana foi tão ruim

  • Dúvida sobre as contas públicas. O mercado quer saber quem vai comandar a economia no novo mandato e quais medidas virão para controlar os gastos. Até agora não houve anúncio.
  • Saída de estrangeiros. Investidores de fora retiraram cerca de R$ 7,6 bilhões da Bolsa só nos três primeiros pregões da semana, segundo a B3.
  • Exterior pesado. Ações de tecnologia caíram nos EUA depois de balanços fracos de Intel, Alphabet e Amazon, o petróleo subiu com a tensão entre EUA e Irã, e o ataque hacker à Binance derrubou as criptomoedas.
  • Proteção antes do feriado. Com a Bolsa fechada na segunda, muitos investidores compraram dólar na sexta para se proteger de surpresas no fim de semana.

Uma boa notícia: desemprego no menor nível

Na sexta, o IBGE informou que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, com 5,6 milhões de pessoas procurando trabalho. É a menor taxa para esse período do ano desde o início da pesquisa, em 2012, e veio em linha com o esperado.

O calendário da próxima semana

Dia O que acontece Por que importa
Segunda (2) Feriado de Finados A Bolsa e os bancos não abrem. Boletos que vencem no feriado podem ser pagos no dia útil seguinte sem multa.
Terça (3) Eleição de meio de mandato nos EUA Define a força de Trump no Congresso. Reportagens dizem que os EUA avaliam nova ofensiva contra o Irã depois da votação.
Quarta (4) Decisão do Copom sobre a Selic O mercado vê 63% de chance de a Selic ficar em 13,75% e 28% de chance de corte para 13,50%, segundo a B3.

A decisão do Copom sai no fim da tarde de quarta. Se o Banco Central parar de cortar os juros, a renda fixa continua pagando perto de 14% ao ano por mais tempo. Entenda Selic, CDI e juros futuros.

O que fazer com o seu dinheiro agora

Com informações da Agência Brasil, CNN Brasil, IBGE, B3 e BPMoney.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, regras e valores podem mudar: confira sempre nas fontes oficiais antes de decidir.

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