Depois do pior pregão desde 2020, o mercado brasileiro teve na terça-feira (27) um dia de ajuste. O dólar devolveu parte da alta da véspera, mas a Bolsa não conseguiu se recuperar e fechou em queda pela segunda sessão seguida.
Como a terça terminou
| Indicador | Segunda (26) | Terça (27) |
|---|---|---|
| Ibovespa | 176.608 pontos (−13,88%) | 175.710 pontos (−0,51%) |
| Dólar comercial | cerca de R$ 5,40 (+8,2%) | cerca de R$ 5,35 (−1%) |
| Juro futuro para janeiro de 2029 | 15,25% ao ano | perto de 14,7% ao ano |
O fechamento do dólar varia um pouco conforme a cotação usada: R$ 5,3506 (−0,97%) no mercado à vista e R$ 5,349 (−1,07%) em outro levantamento. Na mínima do dia, a moeda chegou perto de R$ 5,31.
Segundo analistas, a queda do dólar teve ajuda da entrada de recursos de exportadores e da atuação do Banco Central, que vendeu cerca de US$ 4 bilhões em contratos de swap cambial, um instrumento que funciona como proteção contra a alta da moeda.
Na Bolsa, parte das ações que mais apanharam na segunda subiu, como Tenda, Magazine Luiza e Hapvida. Mas o peso de Vale e Petrobras, que caíram cerca de 2%, segurou o índice no negativo. O volume negociado foi de R$ 49,7 bilhões, bem abaixo dos R$ 88,6 bilhões da segunda.
O que disse o Banco Central
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pode atuar no câmbio se identificar disfuncionalidade no mercado, situação que, segundo ele, não era a do momento. Ele também descartou ser nome para o Ministério da Fazenda e lembrou que seu mandato no BC vai até 2028.
No Tesouro Nacional, o leilão regular de Tesouro Selic de terça foi cancelado, e houve nova recompra de títulos atrelados à inflação, de cerca de R$ 16,8 bilhões. A plataforma do Tesouro Direto atrasou a abertura pela manhã. Entenda o que aconteceu com os títulos na segunda.
A agenda desta quarta
- 15h: o Federal Reserve, banco central dos EUA, anuncia a decisão de juros. A expectativa majoritária é de manutenção.
- 15h30: entrevista do presidente do Fed, acompanhada para saber os próximos passos.
- Balanços: Santander Brasil, Klabin e Motiva divulgam resultados.
- Fazenda: o mercado segue à espera do nome do próximo ministro. O atual titular, Dario Durigan, disse que o governo tem medidas prontas para buscar o centro da meta fiscal. Ainda não há anúncio nem prazo definido.
Juros mais altos nos EUA ou sinais de piora nas contas públicas brasileiras tendem a pressionar o dólar. O contrário costuma aliviar.
A partir de novembro, o pregão da B3 passa a fechar às 18h, e não mais às 17h.
O que isso muda para o seu dinheiro
- Juros: a Selic está em 13,75% ao ano, e o Copom se reúne em 3 e 4 de novembro. Antes da eleição, o mercado esperava corte; agora, a curva de juros indica que a taxa deve ficar alta por mais tempo. Isso favorece o Tesouro Selic e os CDBs pós-fixados. Simule na calculadora CDB x poupança.
- Ações: um dia de alívio não significa que a turbulência acabou. Vender no pânico transforma perda no papel em perda real. Veja o que fazer quando o mercado cai.
- Compras em dólar: quem usa o cartão no exterior ou em sites internacionais paga a cotação do dia de cada compra, mais IOF. Entenda como o dólar entra na fatura do cartão.
- Crédito: com juros futuros altos, financiamentos e empréstimos tendem a ficar mais caros. Evite dívida nova sem necessidade.
Com informações do Times Brasil, do Investing.com, do InfoMoney, da Gazeta Brasil e da Agência Brasil.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, regras e valores podem mudar: confira sempre nas fontes oficiais antes de decidir.