O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25), deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos. A informação foi dada na terça-feira (27) por fontes ouvidas pela CNN Brasil e por fontes ligadas à Polícia Federal ouvidas pela Gazeta do Povo. A viagem aconteceu um dia depois de o ministro do STF Alexandre de Moraes proibir o senador de sair do país.
Até a manhã desta quarta (28), não havia manifestação oficial do senador nem da defesa sobre a viagem. Antes, ele havia dito publicamente que não tinha intenção de deixar o Brasil.
O que está confirmado
| Data | O que aconteceu |
|---|---|
| Domingo (25) | Lula é reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. |
| Segunda (26) | Moraes dá 24 horas para Flávio entregar os passaportes e o proíbe de deixar o país. A PF faz a intimação. |
| Terça (27), meio-dia | O prazo termina sem a entrega dos passaportes. A PF cancela os documentos. |
| Terça (27), tarde | Fontes dizem à CNN e à Gazeta do Povo que ele deixou o Brasil rumo aos EUA. |
A decisão de Moraes faz parte de um inquérito sigiloso que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A defesa afirma que a relação entre os dois se limita à amizade entre as famílias. Flávio nega irregularidades.
O que ainda não está confirmado
- A rota. Segundo o jornal argentino Infobae, ele teria passado pela Argentina, por Puerto Iguazú, na madrugada de terça. O governo argentino afirma não ter registro da entrada do senador.
- O destino exato. Jornais brasileiros relataram que ele desembarcou em Miami com a esposa e as filhas. Um funcionário do governo americano citou a Flórida à CNN, mas depois disse que o destino não estava claro.
- O que acontece agora. Deputados do PT pediram a prisão preventiva do senador por descumprir a ordem judicial. Até agora, não há decisão sobre esse pedido.
Aliados de Flávio chamaram a medida de perseguição. O deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA, chamou de mentira os relatos de fuga na terça.
E o mercado?
Até aqui, os analistas não apontam o caso do senador como motivo de alta do dólar ou de queda da Bolsa. O que mexeu com o mercado foi o resultado da eleição e a dúvida sobre as contas públicas no novo mandato.
| Indicador | Segunda (26) | Terça (27) |
|---|---|---|
| Dólar comercial | cerca de R$ 5,40 (+8,2%) | cerca de R$ 5,35 (−1%) |
| Ibovespa | 176.608 pontos (−13,88%) | 175.710 pontos (−0,51%) |
Na segunda, a Bolsa teve a maior queda desde 2020. Na terça, o dólar devolveu parte da alta, mas o Ibovespa voltou a cair. O mercado espera agora o nome do novo ministro da Fazenda e sinais sobre gastos e meta fiscal. Veja como o mercado fechou a terça e a agenda de hoje.
Notícias políticas fortes podem aumentar a volatilidade de um dia para o outro, mas o que costuma sustentar o dólar e os juros por mais tempo é a percepção sobre a dívida pública.
O que isso muda para o seu dinheiro
- Não tome decisão no susto. Dias de notícia forte trazem oscilação grande. Vender ações no pânico transforma perda no papel em perda real. Entenda como proteger o seu dinheiro quando o mercado cai.
- Juros altos por mais tempo. Com a incerteza, a curva de juros indica Selic alta por mais tempo. Isso favorece aplicações pós-fixadas, como Tesouro Selic e CDB. Compare na calculadora CDB x poupança.
- Viagem ou compra em dólar. Se vai precisar de moeda estrangeira, comprar aos poucos ajuda a não pegar o pior dia. Veja se vale a pena comprar dólar agora.
Com informações da CNN Brasil, da Gazeta do Povo, do InfoMoney e do Sou Brasília.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, regras e valores podem mudar: confira sempre nas fontes oficiais antes de decidir.