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Depois do pior dia desde 2020, Bolsa e dólar acordam com sinal de alívio. O que esperar nesta terça

Ibovespa fechou em queda de 13,88% e o dólar subiu mais de 8% na segunda. Antes da abertura, papéis brasileiros sobem em Nova York, e o Banco Central tem agenda cheia.

Depois do pior dia desde 2020, Bolsa e dólar acordam com sinal de alívio. O que esperar nesta terça
Foto: Unsplash
  • O Ibovespa fechou a segunda em 176.608 pontos, queda de 13,88%, e o dólar terminou perto de R$ 5,40, alta de mais de 8%.
  • Antes da abertura desta terça, o EWZ e os ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco subiam em Nova York, sinal de possível recuperação parcial.
  • O mercado passou a apostar em alta da Selic, e o Copom se reúne em 3 e 4 de novembro.

Depois de uma segunda-feira de pânico, o mercado brasileiro começa esta terça-feira (27) com sinais de alívio. Antes da abertura, o EWZ, fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, e os recibos de ações (ADRs) de Petrobras, Itaú e Bradesco subiam no pré-mercado americano.

Isso indica uma possível recuperação parcial do Ibovespa, mas não garante que ela se sustente ao longo do dia. A volatilidade deve continuar alta.

Como a segunda-feira terminou

O primeiro pregão depois do segundo turno, que reelegeu o presidente Lula, teve a maior queda percentual da Bolsa em um dia desde março de 2020. A B3 acionou o circuit breaker às 9h57 e parou as negociações por 30 minutos.

Indicador Sexta (23) Fechamento de segunda (26)
Ibovespa 205.088 pontos 176.608 pontos (−13,88%)
Mínima do Ibovespa no dia — 169.516 pontos
Dólar comercial R$ 4,99 cerca de R$ 5,40 (+8,2% a +8,4%)
Máxima do dólar no dia — R$ 5,60
Juro futuro para janeiro de 2029 12,6% 15,25% ao ano

O fechamento do dólar varia um pouco conforme a cotação usada: R$ 5,403 (+8,21%) no fechamento do mercado à vista e R$ 5,4066 (+8,36%) em outro levantamento. Foi a maior alta diária do dólar em mais de duas décadas.

Entre as ações, as maiores perdas foram de varejistas e empresas sensíveis aos juros, como Magazine Luiza (−58%), Hapvida (−55%) e C&A (−47%). Os bancos também caíram forte. Veja quanto caiu cada banco e se o seu dinheiro corre risco.

A agenda desta terça

O dia tem compromissos importantes do Banco Central, que podem influenciar o câmbio e os juros:

  • 11h: o presidente do BC, Gabriel Galípolo, dá entrevista coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira. A fala será acompanhada de perto pelo mercado.
  • 11h30: leilão de rolagem de swap cambial de até US$ 4 bilhões, instrumento que ajuda a dar proteção contra a alta do dólar.
  • 12h: operação compromissada de até R$ 5 bilhões em títulos públicos.

No Tesouro Direto, o Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação desta semana e manteve apenas o de Tesouro Selic. Na segunda, também fez recompras extraordinárias de títulos para conter a disparada das taxas. Entenda o que aconteceu com o Tesouro Direto.

Juros: de corte para alta

A mudança mais importante para o bolso aconteceu na curva de juros. Na sexta, o mercado dava como quase certo um corte da Selic, hoje em 13,75% ao ano, na reunião do Copom de 3 e 4 de novembro.

Depois da eleição, as apostas viraram. Ao longo da segunda, a curva chegou a indicar alta já em novembro; no fim da tarde, apontava manutenção na próxima reunião e altas em dezembro e janeiro. A explicação dada por analistas é o dólar mais caro, que pressiona a inflação, e a piora nas expectativas sobre as contas públicas.

O banco Morgan Stanley avalia que o dólar pode chegar a R$ 6 se o governo não sinalizar ajustes nas contas públicas nas próximas semanas. É uma projeção, não uma certeza.

O que isso muda para o seu dinheiro

  • Ações e fundos de ações: dias de recuperação depois de quedas fortes são comuns, mas não significam que o pior passou. Vender no pânico transforma perda no papel em perda real. Veja o que fazer quando o mercado cai.
  • Poupança, CDB e Tesouro Selic: não sofrem com a queda da Bolsa. Se a Selic voltar a subir, o Tesouro Selic e os CDBs pós-fixados passam a render mais.
  • Crédito: juros futuros mais altos tendem a encarecer financiamentos e empréstimos nas próximas semanas. Evite contratar dívida nova sem necessidade.
  • Dólar: quem tem viagem marcada pode comprar aos poucos para diluir a oscilação. Veja o que fazer com o dólar em alta.

Entenda também, em linguagem simples, como a Selic, o CDI e os juros futuros afetam o seu bolso.

Com informações do InfoMoney, da Reuters, do BPMoney e da CNN Brasil.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, regras e valores podem mudar: confira sempre nas fontes oficiais antes de decidir.

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